Publicado em Atualizado em 8 min de leituraPor Adriano Carvalho, CEO
Resposta curta
A Meta cobra por mensagem entregue, não por conversa. O preço depende da categoria do modelo e do país de quem recebe. No Brasil, cada mensagem de marketing custa R$ 0.3217 por mensagem entregue (Meta, tabela de tarifas em BRL, 01/10/2026). A partir de 1º de outubro de 2026 a Meta cobra também a resposta dentro da janela de atendimento (Meta, documentação de preços, 08/09/2026): a mensagem de serviço, depois de uma franquia mensal, e o modelo de utilidade. A conta de uma campanha é uma multiplicação: mensagens de marketing entregues vezes a tarifa de marketing, mais o que a conversa gerar acima da franquia.
A cobrança por mensagem começou em 1º de julho de 2025 por mensagem de modelo entregue (Meta, documentação de preços, 08/09/2026). Na documentação, a própria Meta resume a mudança como a passagem de cobrança por conversa para cobrança por mensagem no modelo de precificação (Meta, documentação de preços, 08/09/2026).
O preço de cada mensagem sai de duas coisas: a categoria do modelo e o código de ligação do país do número de quem recebe (Meta, documentação de preços, 08/09/2026). Quem ainda orça “disparo” como pacote de conversas de 24 horas está orçando o modelo que a Meta aposentou. Numa campanha, cada cliente que recebe a mensagem é uma cobrança (salvo quem esteja numa janela de entrada gratuita), responda ele ou não. A diferença entre a plataforma oficial e o aplicativo está em API oficial do WhatsApp para restaurante.
Três categorias são de modelo, a mensagem pronta que a Meta aprova antes do envio: marketing, utilidade e autenticação. A quarta, serviço, é a resposta livre que a empresa manda dentro da janela aberta pelo cliente. A partir de outubro de 2026, as quatro têm preço. Para o serviço, a Meta diz que as tarifas são as mesmas que as de utilidade e autenticação em cada mercado (Meta, documentação de preços, 08/09/2026).
| Categoria | No restaurante | Tarifa no Brasil | Quando é cobrada |
|---|---|---|---|
| Marketing | campanha, cupom, oferta, reativação | R$ 0,3217 | entregue, fora da janela de entrada gratuita |
| Utilidade | confirmação e status do pedido | R$ 0,0350 | entregue, dentro ou fora da janela |
| Autenticação | código de acesso | R$ 0,0350 | entregue, dentro ou fora da janela |
| Serviço | resposta livre ao cliente | R$ 0,0350 | a partir da 1.001ª do mês, por número |
Duas mudanças, as duas dentro da janela de atendimento. A primeira é a mensagem de serviço. Cada número de telefone comercial recebe 1.000 mensagens de serviço gratuitas por mês (Meta, documentação de preços, 08/09/2026), e a Meta cobra a partir da 1.001ª do mês (Meta, documentação de preços, 08/09/2026). As gratuitas que sobram não serão transferidas para o próximo mês e se renovam todo mês, por número (Meta, documentação de preços, 08/09/2026).
A segunda é o modelo de utilidade. Até setembro de 2026, a confirmação de pedido enviada com a janela aberta saía sem custo. Agora a Meta cobra mensagens de utilidade enviadas durante uma janela aberta de atendimento ao cliente de 24 horas pela tarifa de utilidade (Meta, documentação de preços, 08/09/2026). Quem manda recibo e status de entrega pelo WhatsApp passa a pagar por eles também quando o cliente acabou de escrever. A campanha em si não muda: o marketing sempre foi cobrado fora da janela de entrada gratuita.
A fórmula tem duas parcelas. O envio: mensagens de marketing entregues vezes a tarifa de marketing. E a conversa que a campanha gera: as respostas da casa dentro da janela, acima da franquia de serviço do mês, vezes a tarifa de serviço.
Um exemplo, numa casa que fatura acima de R$ 70 mil por mês: base de 3.000 clientes com permissão para receber campanha, 2 campanhas no mês, e 10% de resposta, com 3 mensagens da casa em cada conversa. O envio são 6.000 mensagens de marketing, ou R$ 1.930,20. A conversa são 1.800 mensagens de serviço; as primeiras 1.000 do mês são grátis, e as 800 restantes custam R$ 28,00. O mês fica em R$ 1.958,20 de tarifa da Meta (conta nossa sobre a premissa acima, 2026).
Valor ilustrativo: a base, as campanhas, a taxa de resposta e as mensagens por conversa são premissa, e o total é conta nossa sobre as tarifas da tabela acima. A franquia de serviço é por número e por mês, e se divide com todo o resto da conversa do restaurante.A mensagem que o cliente manda não entra na conta: não são cobradas as mensagens enviadas pelo usuário à empresa (Meta, documentação de preços, 08/09/2026). A reação a uma mensagem do cliente também continua grátis e não consome a franquia de serviço, pela documentação de preços relida em 01/10/2026. Também sai de graça o que a empresa manda na janela de entrada gratuita. Ela se abre quando o cliente chega por um anúncio de clique para o WhatsApp e a empresa responde dentro da janela de atendimento, e nela a Meta deixa enviar qualquer tipo de mensagem ao usuário sem nenhum custo enquanto estiver aberta (Meta, documentação de preços, 08/09/2026), inclusive modelo. Na releitura em inglês, essa janela fica aberta por até 7 dias e só existe para quem chegou pelo anúncio (Meta, documentação de preços, 01/10/2026). Quem escreve por outro caminho abre só a janela de atendimento, de 24 horas.
Para quem anuncia, a janela de entrada gratuita é o caminho mais barato para abrir a conversa com um cliente novo. O anúncio tem o custo de mídia dele, fora desta tabela; o que a tabela diz é que as mensagens dentro dessa janela não pagam tarifa. Para quem fala com a própria base, o que conta é a franquia de serviço do mês. A campanha para quem já comprou continua sendo marketing, e marketing se paga em toda mensagem entregue fora da janela de entrada gratuita.
Por isso a campanha para a base se orça pela fórmula acima, por mensagem entregue. O aplicativo WhatsApp Business fica fora desta tabela: com o número integrado à plataforma oficial, as mensagens do app continuarão sendo gratuitas (as da API, não) (Meta, integrar o app Business, 08/09/2026); os limites da lista de transmissão do aplicativo estão em lista de transmissão do WhatsApp.
A tabela não muda a qualquer hora. A Meta atualiza preços só no 1º dia de cada trimestre com aviso prévio (Meta, documentação de preços, 08/09/2026). Quem orça campanha para o ano deve refazer a conta em janeiro, abril, julho e outubro.
A moeda também tem data: as contas de clientes qualificados no Brasil precisam migrar para o real até 30 de junho de 2027 com faturamento pelo Facebook Brasil (Meta, documentação de preços, 08/09/2026). Quem ainda paga em dólar paga pela tabela em dólar da Meta, e o custo em reais muda com o câmbio até a migração.
A categoria também pesa na conta, e quem a aplica é a Meta. A empresa paga pela categoria aplicada no momento do uso do modelo (Meta, documentação de preços, 08/09/2026), e não pela que pediu ao cadastrar. Uma confirmação de pedido com cupom deixa de ser utilidade e passa a custar como marketing. Como escrever o modelo para que a Meta o aprove na categoria certa está em modelo de mensagem que a Meta aprova.
Antes do preço vem a permissão. A Meta exige que a empresa tenha o opt-in de quem vai receber, confirmando que quer mensagens daquela empresa. A lei brasileira é mais estreita: pela LGPD, art. 8º, a autorização genérica é nula, o consentimento se refere a finalidades determinadas (§ 4º) (LGPD, Lei 13.709, 2018) e pode ser revogado a qualquer momento (§ 5º) (LGPD, Lei 13.709, 2018). A permissão para receber confirmação de pedido não é permissão para receber campanha.
A base de clientes do WhatsApp é, portanto, uma lista de permissões com finalidade, revogáveis. A API oficial tira uma causa conhecida de número banido, a ferramenta não oficial, mas não tira o risco: campanha para quem não pediu gera denúncia, e a política da Meta prevê que o acesso pode ser limitado ou removido quando a empresa recebe volume significativo de feedback negativo. O que acontece com a base quando o número cai está em o que acontece com a base quando o número cai.
No Glutões, reativação, fidelidade e atendimento têm créditos definidos em cada plano, a tarifa da Meta está dentro deles, e o restaurante não recebe uma segunda fatura. Acima do teto, o crédito adicional custa R$ 0,09 por crédito adicional (Glutões, tabela de preços, 2026). Campanha de promoção usa mensagem de marketing, comprada por unidade dentro da plataforma a R$ 0,40 por mensagem: a tarifa da Meta repassada sem margem, com o IOF e a bitributação que incidem sobre ela (Glutões, tabela de preços, 2026). O teto de cada plano está em planos e preços.
Para orçar, então, o dono olha duas coisas: quantas mensagens a campanha vai entregar, pela conta desta página, e para que ela serve. O que separa as duas é a finalidade, e não a categoria da Meta. A de reativação, mesmo sendo marketing na tabela da Meta, sai dos créditos do plano, e o dono vê quanto do teto de créditos do plano o mês já usou; acima do teto, sai pelo crédito adicional. A de promoção usa mensagem de marketing, comprada por unidade a R$ 0,40.
O Assistente de Clientes do Glutões cuida da reativação, do cashback e da fidelidade, com modelo aprovado pela Meta, e trabalha no painel; o WhatsApp do dono avisa e resume. Como trazer de volta o cliente que parou de pedir está em como fazer o cliente do delivery voltar a pedir.
Não sabemos quanto cobra o provedor que conecta cada restaurante à plataforma: a taxa dele não é da Meta, varia de contrato para contrato e não está em fonte pública que pudéssemos arquivar. Não sabemos em que nível de volume cada casa cai: a Meta dá tarifas menores de utilidade e autenticação para quem envia mais, e a tabela acima é a do primeiro nível. Não sabemos qual será a tabela de 1º de janeiro de 2027, a próxima data em que a Meta pode mudá-la. E as páginas da própria Meta não dizem a mesma coisa sobre o serviço: a página comercial de preços da Plataforma do WhatsApp Business, lida em 01/10/2026, ainda dizia que as mensagens de serviço não são cobradas na janela de atendimento (Meta, página comercial de preços, 01/10/2026), enquanto a documentação de preços manda cobrá-las a partir de 1º de outubro de 2026. Esta página segue a documentação.
Por mensagem. Desde julho de 2025, a Meta cobra por mensagem de modelo entregue, e não mais pela conversa de 24 horas. O preço depende da categoria do modelo, que pode ser marketing, utilidade ou autenticação, e do país do número de quem recebe. A partir de outubro de 2026, a mensagem de serviço também passa a ser cobrada, depois de uma franquia mensal por número. É o que diz a documentação de preços da Meta, lida em 08/09/2026 e relida em 01/10/2026.
R$ 0,3217 por mensagem entregue a um número brasileiro, pela tabela da Meta para o Brasil em reais, vigente a partir de 1º de outubro de 2026 e lida em 01/10/2026. Uma campanha entregue a 3.000 clientes são 3.000 cobranças (salvo quem esteja numa janela de entrada gratuita), responda o cliente ou não. A taxa do provedor que conecta o restaurante à plataforma, quando existe, vem por fora e não é da Meta.
Não mais, a partir de outubro de 2026. A mensagem de serviço é a resposta livre, sem modelo, que a empresa manda dentro da janela aberta pelo cliente. Ela passa a ser cobrada pela mesma tarifa da mensagem de utilidade, mas cada número de telefone comercial tem uma franquia mensal gratuita, que não passa para o mês seguinte. É o que diz a documentação de preços da Meta, lida em 08/09/2026 e relida em 01/10/2026.
É o prazo que a mensagem do cliente abre para a empresa responder sem modelo. Ela se renova a cada nova mensagem dele. Até setembro de 2026, a resposta livre e o modelo de utilidade enviados dentro dela saíam sem custo; o marketing sempre foi cobrado fora da janela de entrada gratuita. A partir de 1º de outubro, a mensagem de serviço passa a ser cobrada depois da franquia do mês, e o modelo de utilidade enviado dentro da janela passa a ser cobrado desde a primeira mensagem, porque a franquia é só de serviço. É o que diz a documentação de preços da Meta, lida em 08/09/2026 e relida em 01/10/2026.
A tabela desta página é a da plataforma oficial, a API, e o aplicativo WhatsApp Business não entra nela. A documentação da Meta sobre usar o mesmo número no aplicativo e na API, lida em 08/09/2026, diz que, depois dessa integração, as mensagens enviadas pelo aplicativo continuam gratuitas e as enviadas pela API seguem os preços da API; e que, nesse caso, as listas de transmissão do aplicativo são desabilitadas. Os limites da lista de transmissão do aplicativo são outro assunto, tratado na página sobre a lista.
Não. No Glutões, reativação, fidelidade e atendimento têm créditos definidos em cada plano, a tarifa da Meta está dentro deles, e o restaurante não recebe uma segunda fatura; acima do teto, o crédito adicional custa R$ 0,09. Pela tabela de preços do Glutões, campanha de promoção usa mensagem de marketing, comprada por unidade dentro da plataforma a R$ 0,40: a tarifa da Meta repassada sem margem, com o IOF e a bitributação que incidem sobre ela.
O que é a API oficial do WhatsApp, e como saber se você tem →O que a Meta chama de API oficial, a diferença para a conexão não autorizada, e cinco checagens.
Modelo de mensagem que a Meta aprova →Categoria, janela e permissão: o que a documentação exige de um modelo antes de ele ser aprovado.
Planos e preços do Glutões →Os planos mensais, o que cada um inclui, e o que acontece acima do teto.
Como fazer o cliente do delivery voltar a pedir →O número com permissão, a janela certa, um motivo próprio — e contar quem voltou.
Quanto cada canal desconta de um pedido →A calculadora de margem por canal: comissão e taxa de pagamento com a fonte de cada percentual, e o cupom como simulação sobre o mesmo pedido.
O Império da China, do Jaelson, trouxe de volta, com o Glutões, clientes que tinham parado de pedir.
Ver se o meu número está na API oficial